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O que é análise de água e efluentes?
Análise de água e efluentes é o conjunto de procedimentos laboratoriais usados para verificar a qualidade de uma amostra, identificar possíveis contaminantes e comparar os resultados com os requisitos aplicáveis ao uso pretendido.
A avaliação pode envolver parâmetros físico-químicos e microbiológicos, ajudando a determinar se a água é adequada para determinada finalidade e se um efluente apresenta características compatíveis com seu controle e destinação.
Água para consumo humano e efluentes, qual é a diferença
A água destinada ao consumo humano precisa ser avaliada sob a perspectiva da potabilidade e da proteção à saúde.
Nesse caso, a análise contribui para verificar características como presença de microrganismos indicadores, propriedades físico-químicas e outras condições definidas pela legislação sanitária vigente.
Os efluentes, por sua vez, são águas que passaram por algum uso doméstico, industrial, comercial ou agroindustrial.
Sua avaliação está relacionada à caracterização da carga poluidora, ao desempenho de processos de tratamento e ao atendimento dos requisitos ambientais aplicáveis.
Portanto, o conjunto de parâmetros analisados não deve ser escolhido de forma genérica, ele depende da origem do efluente, do processo realizado e da finalidade do monitoramento.
Quando essa avaliação é necessária?
A análise pode ser necessária no controle de água para consumo humano, no acompanhamento de sistemas de abastecimento, na verificação de poços e reservatórios, no monitoramento de escolas, hospitais e empresas, além da avaliação de processos industriais, agroindustriais e estações de tratamento de efluentes.
Também é recomendável quando há alteração de cor, odor ou sabor, suspeita de contaminação, mudanças no processo de tratamento, manutenção de instalações ou necessidade de comprovar conformidade perante requisitos sanitários e ambientais.
A periodicidade deve considerar o tipo de água ou efluente, os riscos envolvidos, o histórico dos resultados e as exigências aplicáveis.
O que a análise de água identifica?
Ela pode identificar alterações físico-químicas e microbiológicas relevantes para a finalidade da amostra.
O escopo correto depende do uso da água, da origem da amostra e dos requisitos legais correspondentes.
Uma única coleta é suficiente?
Um resultado isolado representa as condições observadas naquele momento e não substitui necessariamente o monitoramento periódico.
A interpretação deve considerar a qualidade da coleta, o histórico e as características do sistema avaliado.
A análise de água e efluentes é obrigatória em todos os casos?
As obrigações variam conforme o tipo de atividade, a origem da água, o processo gerador do efluente e a regulamentação aplicável.
Por isso, é importante consultar os requisitos específicos e, quando necessário, buscar orientação técnica especializada.
Por que monitorar a qualidade da água?
Monitorar a qualidade da água é uma medida essencial para proteger a saúde, verificar a eficiência dos processos de tratamento e prevenir impactos ambientais.
A avaliação periódica permite identificar alterações antes que elas se agravem e fornece evidências para decisões técnicas mais seguras, sempre considerando o tipo de água, o uso pretendido e os requisitos legais aplicáveis.
O acompanhamento não deve ser entendido apenas como uma etapa burocrática.
Ele ajuda a verificar se as condições observadas permanecem dentro dos padrões esperados, orientar ajustes operacionais e documentar a evolução da qualidade ao longo do tempo.
Em sistemas de abastecimento, por exemplo, os resultados podem apoiar o controle de etapas como captação, tratamento, armazenamento e distribuição.
Em atividades que geram efluentes, contribuem para avaliar o desempenho do tratamento e reduzir o risco de descarte inadequado.
Entre os principais benefícios do monitoramento periódico estão:
- proteção de consumidores, usuários, trabalhadores e comunidades potencialmente expostas;
- identificação precoce de alterações físico-químicas ou microbiológicas;
- apoio à manutenção da estabilidade dos processos de tratamento;
- prevenção de impactos em corpos d’água, solo e ecossistemas;
- geração de registros para auditorias, fiscalização e gestão ambiental;
- suporte à definição de ações corretivas baseadas em evidências.
Decisões baseadas em amostras inadequadas podem levar a interpretações equivocadas.
Uma coleta sem representatividade, a identificação incompleta, o transporte em condições impróprias ou o atraso no encaminhamento ao laboratório podem comprometer a integridade da amostra.
Além disso, um resultado isolado nem sempre representa o comportamento habitual do sistema.
Por isso, a interpretação deve considerar o ponto de coleta, a finalidade da análise, o histórico de resultados, as condições operacionais e os procedimentos adotados.
O monitoramento pode ser aplicado por prefeituras e companhias de água na gestão do abastecimento público; por escolas e hospitais na proteção de comunidades mais vulneráveis; por empresas e agroindústrias no controle de processos e atividades; e por organizações responsáveis por sistemas de tratamento ou lançamento de efluentes.
A frequência e o escopo das análises devem ser definidos conforme os riscos envolvidos, as características do sistema e as exigências normativas aplicáveis.
Critérios para planejar o monitoramento:
- Definir qual é a finalidade da avaliação.
- Identificar os pontos de coleta mais representativos.
- Selecionar os parâmetros compatíveis com o uso da água ou a natureza do efluente.
- Estabelecer uma periodicidade coerente com os riscos e requisitos aplicáveis.
- Utilizar procedimentos controlados de coleta, identificação e transporte.
- Comparar os resultados com referências legais e técnicas pertinentes.
- Registrar ocorrências, tendências e medidas adotadas.
- Buscar suporte técnico quando houver alterações relevantes ou não conformidades.
Assim, o monitoramento transforma dados laboratoriais em informação útil para prevenção, conformidade e melhoria contínua da qualidade da água.
Quais parâmetros são avaliados em água e efluentes?
A análise de água e efluentes reúne ensaios definidos conforme a finalidade da avaliação, a origem da amostra, o uso pretendido da água e os requisitos legais aplicáveis.
O escopo pode incluir parâmetros físico-químicos, microbiológicos e indicadores específicos de processos industriais ou de lançamento de efluentes.
Não existe um conjunto único de análises adequado para todas as situações, a seleção deve considerar os riscos envolvidos e as características do sistema avaliado.
Parâmetros físico-químicos
Os parâmetros físico-químicos ajudam a identificar alterações na composição, nas características sensoriais e nas condições de tratamento da água ou do efluente.
Entre os mais comuns estão:
- pH, indica o grau de acidez ou alcalinidade e pode influenciar a eficiência da desinfecção, a solubilidade de substâncias e a corrosão de tubulações.
- Turbidez: mede a presença de partículas que reduzem a transparência da água e podem indicar falhas no tratamento ou interferência na ação do desinfetante.
- Cor aparente e odor: contribuem para a avaliação de características que afetam a aceitação da água e podem sinalizar matéria orgânica ou outras alterações.
- Condutividade elétrica e sólidos dissolvidos: funcionam como indicadores da presença de sais e substâncias ionizadas.
- Sólidos suspensos, sólidos sedimentáveis e sólidos totais: são especialmente relevantes para caracterizar efluentes e acompanhar a remoção de partículas.
- Cloro residual ou outro desinfetante residual: pode ser avaliado quando o processo utiliza desinfecção e é necessário verificar a manutenção dessa condição ao longo da rede ou do sistema.
- Demanda bioquímica de oxigênio e demanda química de oxigênio: auxiliam na estimativa da carga de matéria orgânica em efluentes e na avaliação do desempenho do tratamento.
- Nutrientes, metais e compostos específicos: a análise pode incluir substâncias como nitrogênio, fósforo, ferro, manganês ou outros componentes, desde que sejam pertinentes à origem da água, à atividade ou ao requisito aplicável.
A escolha desses ensaios deve evitar tanto análises insuficientes quanto um conjunto excessivo e desconectado do objetivo do monitoramento.
Parâmetros microbiológicos
Os ensaios microbiológicos verificam a presença ou a quantidade de microrganismos indicadores e, conforme o caso, de organismos associados a riscos sanitários.
Em água destinada ao consumo humano, a avaliação costuma considerar indicadores de contaminação fecal e a condição microbiológica exigida para o uso pretendido.
Em efluentes, esses dados podem apoiar a avaliação do tratamento, do risco de contato e dos impactos potenciais no ambiente receptor.
A interpretação depende da técnica utilizada, do volume analisado, das condições de coleta e do requisito normativo correspondente.
Um resultado microbiológico não deve ser analisado isoladamente, pois a qualidade da amostra e o tempo entre coleta e processamento também influenciam a confiabilidade do resultado.
Indicadores associados a efluentes
Para efluentes, o escopo pode abranger carga orgânica, sólidos, nutrientes, óleos e graxas, toxicidade, substâncias específicas do processo produtivo e características do corpo receptor.
A seleção deve considerar a atividade geradora, as etapas de tratamento, o ponto de lançamento e as exigências ambientais aplicáveis.
Em situações industriais, conhecer o processo é fundamental para identificar quais contaminantes merecem investigação:
- Parâmetro: característica ou substância medida em uma amostra.
- Limite legal: valor ou condição definido por requisito aplicável, que deve ser comparado ao resultado obtido.
- Indicador: variável usada para sinalizar uma condição de qualidade ou risco.
- Amostra representativa: porção coletada de modo a refletir, tanto quanto possível, a condição do sistema no ponto e no momento avaliados.
- Não conformidade: situação em que o resultado ou o processo avaliado não atende ao critério estabelecido.
Quais análises solicitar?
A solicitação deve começar pela definição do objetivo, verificar potabilidade, acompanhar um sistema de tratamento, investigar uma alteração, controlar um processo industrial ou avaliar um efluente antes do lançamento.
Também é importante informar a origem da água, o ponto de coleta, o histórico do local e o requisito legal ou operacional que será utilizado na interpretação.
Um laboratório especializado pode orientar a composição do painel analítico, os cuidados de coleta e a necessidade de monitoramento periódico, sem substituir a avaliação técnica específica do sistema.
Como funciona a coleta e o processo analítico?
A confiabilidade de uma análise começa antes da chegada da amostra ao laboratório.
O processo deve considerar o objetivo do monitoramento, o tipo de água ou efluente, os parâmetros necessários, o ponto de coleta e os requisitos legais aplicáveis.
Procedimentos controlados reduzem o risco de alterações, contaminações ou perda de informações que poderiam comprometer a interpretação dos resultados.
Jornada da amostra
- Planejamento: define-se a finalidade da avaliação, os pontos de amostragem, os parâmetros, a frequência e os materiais necessários.
- Coleta: a amostra é obtida de forma compatível com o tipo de água ou efluente e com o método analítico previsto.
- Identificação: o recipiente recebe informações que permitam relacioná-lo ao ponto, à data, ao horário e às condições da coleta.
- Transporte: a amostra deve ser protegida de condições que possam alterar suas características, observando os cuidados aplicáveis ao parâmetro analisado.
- Recebimento e verificação: o laboratório confere a identificação, a integridade do recipiente, o volume e as condições necessárias para o processamento.
- Análise: profissionais e métodos tecnicamente apropriados são utilizados conforme o escopo solicitado e a finalidade da avaliação.
- Resultados e relatório: os dados são organizados em um documento que permite comparar os resultados com os requisitos aplicáveis e orientar decisões.
Cuidados gerais na coleta
A coleta precisa representar, tanto quanto possível, a condição do ponto avaliado.
Por isso, devem ser observados o local de amostragem, a limpeza e a adequação dos recipientes, a prevenção de contato indevido com superfícies, a identificação correta e o acondicionamento recomendado.
Em análises microbiológicas, cuidados de assepsia são especialmente importantes, pois uma contaminação durante a coleta pode produzir um resultado que não reflita a condição original da água.
Também é relevante registrar informações de campo, como ponto de coleta, data, horário, condições observadas e responsável pela amostragem.
Quando a coleta é realizada por equipe técnica capacitada, o procedimento tende a ser mais padronizado e rastreável.
O Laboratório de Análise de Água e Efluentes da Lics Super Água realiza coletas de água e efluentes com equipe técnica capacitada, conforme as necessidades do serviço contratado.
Rastreabilidade e integridade da amostra
Rastreabilidade é a capacidade de acompanhar o histórico da amostra desde o planejamento até a emissão do relatório.
Esse controle depende de registros consistentes, identificação inequívoca, cadeia documental e conferências nas etapas de recebimento e análise.
A integridade, por sua vez, está relacionada à preservação das características da amostra durante a coleta, o transporte e o armazenamento aplicável.
Se houver recipiente inadequado, identificação incompleta, volume insuficiente ou condição de transporte incompatível, o laboratório pode precisar registrar uma ressalva, solicitar nova coleta ou avaliar a possibilidade de prosseguir com limitações documentadas.
A decisão deve ser técnica e transparente, porque um resultado sem contexto pode levar a conclusões equivocadas.
Métodos laboratoriais e interpretação responsável
Os métodos variam conforme o parâmetro investigado.
Análises físico-químicas podem envolver medições e procedimentos específicos para características como turbidez, pH, cor, condutividade, matéria orgânica ou presença de determinadas substâncias.
Análises microbiológicas utilizam procedimentos próprios para verificar microrganismos indicadores.
Em efluentes, o escopo pode incluir indicadores relacionados à carga orgânica, sólidos e outras características relevantes para o processo e para o requisito aplicável.
O resultado deve ser interpretado considerando o método utilizado, a unidade de medida, eventuais limites de quantificação, as condições da coleta e o padrão legal ou operacional correspondente.
Um número isolado não explica, por si só, a origem de uma alteração nem define automaticamente a ação necessária.
A avaliação de tendências, a repetição planejada e a análise do processo de tratamento ajudam a transformar dados laboratoriais em decisões mais seguras.
Por isso, o relatório deve ser lido com apoio técnico quando houver resultado fora do padrão, mudança relevante entre campanhas ou dúvida sobre o escopo analisado.
O suporte especializado pode contribuir para identificar a necessidade de nova amostragem, revisar procedimentos, investigar causas e definir ações corretivas sem extrapolar o que os dados permitem concluir.
Como consultar os requisitos aplicáveis?
A conformidade começa pela identificação do uso pretendido da água, da origem da amostra e da atividade relacionada ao efluente.
Água destinada ao consumo humano, água de processo, água subterrânea, água superficial e efluente tratado podem estar sujeitos a critérios diferentes.
Por isso, o plano analítico deve considerar a legislação sanitária e ambiental aplicável, as exigências do órgão fiscalizador, a licença ambiental e as características da operação.
No Brasil, a avaliação de água para consumo humano deve ser relacionada às normas de potabilidade vigentes, enquanto o lançamento ou o reúso de efluentes pode envolver regras ambientais federais, estaduais e municipais.
Referências como a Portaria GM/MS aplicável à potabilidade e as resoluções do CONAMA relacionadas a efluentes podem orientar a consulta, mas a exigência concreta depende do tipo de sistema, do ponto de coleta e da atividade.
Em caso de dúvida, o responsável deve confirmar a versão atual da norma com o órgão competente ou com suporte técnico especializado.
Parâmetro analisado não é o mesmo que limite legal
Um parâmetro analisado é uma característica que o laboratório mede, como pH, turbidez, cor, presença de microrganismos indicadores, demanda bioquímica de oxigênio ou concentração de determinados compostos.
Já o limite legal é o valor ou a condição estabelecida para uma finalidade específica.
O simples fato de um item aparecer no relatório não significa que exista um único limite aplicável a todas as situações.
A interpretação deve considerar unidade de medida, método analítico, limite de quantificação, ponto de amostragem, data da coleta e finalidade da água ou do efluente.
Um resultado só pode ser comparado adequadamente quando esses elementos são compatíveis com o requisito utilizado.
Também é importante verificar se a norma exige ausência, faixa de concentração, frequência de monitoramento ou outra condição operacional.
Registros sustentam a conformidade
Manter registros organizados facilita auditorias, inspeções e decisões corretivas.
O histórico pode reunir plano de amostragem, identificação do ponto, data e horário da coleta, responsável pelo procedimento, condições observadas, cadeia de custódia, relatório laboratorial e ações adotadas após resultados fora do esperado.
O acompanhamento de séries históricas é mais informativo do que a análise isolada.
Registros consistentes ajudam a identificar tendências, alterações sazonais, falhas operacionais e possíveis relações entre o resultado e mudanças no processo.
Para prefeituras, escolas, hospitais, empresas, agroindústrias e companhias de água, essa documentação também contribui para demonstrar que o monitoramento foi planejado e realizado de forma rastreável.
Atenção às atualizações normativas
Requisitos legais podem ser revisados, complementados ou substituídos.
Antes de aprovar um plano de análise ou concluir que uma operação está conforme, verifique a fonte oficial, a data de vigência, o escopo territorial e eventuais regras específicas do licenciamento.
Materiais antigos, modelos de relatório ou referências reproduzidas sem confirmação podem levar a comparações inadequadas.
Um resultado dentro do limite promove conformidade total?
A indicação não é automática, pois depende das características do sistema e da finalidade do tratamento.
A conclusão depende do conjunto de parâmetros exigidos, da representatividade da amostra, da frequência definida e das demais condições legais e operacionais.
Posso usar o mesmo painel de análises para qualquer água ou efluente?
A resposta é negativa quando a aplicação não atende aos requisitos técnicos do sistema.
O escopo deve ser definido conforme a origem, o uso, os riscos envolvidos, o processo gerador e os requisitos aplicáveis.
O que fazer quando um resultado não atende ao requisito?
Confirme a identificação da amostra e a validade da comparação, avalie a necessidade de nova coleta e investigue possíveis causas operacionais.
A definição da ação corretiva deve considerar orientação técnica e as exigências do órgão responsável.
Com que frequência a análise deve ser realizada?
A periodicidade varia conforme a finalidade da água ou do efluente, o risco, a legislação, o licenciamento e o histórico do sistema.
Um cronograma programado pode tornar o monitoramento mais consistente.
A importância da acreditação e da qualidade laboratorial
A confiabilidade de uma análise depende não apenas do resultado apresentado, mas também da competência técnica do laboratório, da consistência dos procedimentos e da possibilidade de rastrear o caminho percorrido pela amostra.
Nesse contexto, a acreditação e os sistemas de gestão da qualidade ajudam a estruturar processos mais controlados para a análise de água e efluentes.
O que representa a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017?
A ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 estabelece requisitos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.
Em termos práticos, sua aplicação envolve aspectos como qualificação técnica, métodos apropriados, controle de equipamentos, registros, tratamento de ocorrências e condições comerciais específicas da validade dos resultados dentro do escopo reconhecido.
A acreditação não significa que qualquer análise realizada por um laboratório seja automaticamente abrangida por ela.
É necessário verificar o escopo acreditado e sua relação com o ensaio solicitado.
Também é importante compreender que um resultado laboratorial deve ser interpretado conforme o tipo de amostra, o método empregado, a finalidade da avaliação e os requisitos legais aplicáveis.
O papel da ISO 9001:2015
A ISO 9001:2015 é voltada ao sistema de gestão da qualidade.
Ela contribui para organizar responsabilidades, processos, controles, registros e mecanismos de melhoria contínua.
Em uma operação laboratorial e de tratamento de água, esse tipo de estrutura favorece a padronização do atendimento e o acompanhamento sistemático das etapas que influenciam a qualidade.
A certificação de um sistema de gestão não substitui a competência técnica específica exigida para cada ensaio.
Por isso, ISO 9001:2015 e ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 cumprem papéis complementares, a primeira organiza o sistema de gestão, enquanto a segunda trata da competência técnica e da confiabilidade dos ensaios abrangidos pelo escopo de acreditação.
Evidências de competência e rastreabilidade
Entre os elementos que podem apoiar a confiança em um resultado estão:
- identificação adequada da amostra e das condições de recebimento;
- registros das etapas de coleta, transporte, armazenamento e análise;
- utilização de métodos definidos e controlados;
- manutenção e controle dos equipamentos utilizados nos ensaios;
- documentação das ocorrências que possam afetar a integridade da amostra;
- emissão de relatórios claros, com identificação do ensaio e das condições relevantes.
Esses registros permitem reconstruir a trajetória da amostra e avaliar se houve alguma situação capaz de interferir na interpretação.
A rastreabilidade, portanto, não é apenas uma formalidade documental, ela ajuda a relacionar o resultado ao procedimento efetivamente realizado.
A acreditação do laboratório da Lics Super Água
Conforme os dados técnicos institucionais disponibilizadas, o Laboratório de Análise de Água e Efluentes da Lics Super Água possui acreditação conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 pela CGCRE/Inmetro.
A empresa também é certificada na ISO 9001:2015.
Esses dados representam sinais formais de estruturação da qualidade e devem ser considerados junto ao escopo acreditado, ao tipo de ensaio solicitado e à finalidade da análise.
Ao contratar um serviço, o responsável deve confirmar quais ensaios são adequados à sua necessidade e quais requisitos precisam ser atendidos.
Essa verificação contribui para que a análise gere informação útil para decisões de controle, monitoramento e conformidade, sem transformar a acreditação em uma promessa automática de resultado específico.
Como interpretar resultados e definir ações corretivas?
Interpretar um relatório de análise de água e efluentes exige mais do que observar se um número está alto ou baixo.
O resultado deve ser relacionado ao tipo de amostra, ao uso pretendido da água ou do efluente, ao método analítico, à data da coleta e aos requisitos legais aplicáveis.
Essa leitura contextualizada ajuda a distinguir uma ocorrência pontual de uma possível tendência e orienta decisões proporcionais ao risco identificado.
Leitura orientada de um relatório
Comece conferindo a identificação da amostra, o ponto de coleta, a data e as condições registradas no momento da coleta.
Em seguida, verifique quais parâmetros foram analisados, as respectivas unidades de medida, os resultados obtidos, os limites de referência utilizados e eventuais observações técnicas do laboratório.
Também é importante confirmar se o escopo da análise atende à finalidade da avaliação.
Um relatório pode apresentar resultados válidos para os parâmetros solicitados, mas não responder sozinho a todas as perguntas relacionadas à potabilidade, ao controle operacional ou ao lançamento de efluentes.
A interpretação deve considerar o conjunto de informações disponíveis e não apenas um resultado isolado.
Resultado isolado ou tendência
Um resultado fora do padrão merece investigação, mas não deve ser interpretado automaticamente sem verificar a qualidade da amostra, o histórico do ponto analisado e as condições do processo no período da coleta.
Uma ocorrência isolada pode estar associada a alterações temporárias, falhas de coleta, transporte inadequado ou mudanças operacionais.
Já a repetição de resultados semelhantes em coletas sucessivas pode indicar uma tendência que requer intervenção mais estruturada.
Para acompanhar a evolução, organize os resultados por ponto de coleta, parâmetro e data.
Registre alterações na origem da água, no sistema de tratamento, na rotina de higienização, na operação industrial ou nas condições ambientais.
Essa série histórica favorece a identificação de padrões e evita decisões baseadas exclusivamente em uma fotografia momentânea da qualidade.
Possíveis categorias de ação corretiva
Quando houver não conformidade ou resultado inesperado, as medidas devem ser definidas conforme a causa provável e a finalidade do sistema.
Entre as categorias de ação estão:
- Verificação da amostra: revisar identificação, acondicionamento, transporte, prazo e integridade do material coletado.
- Confirmação analítica: avaliar a necessidade de nova coleta ou de análises complementares, especialmente quando o resultado não combina com o histórico.
- Investigação da origem: examinar alterações na fonte, na rede, no reservatório, no processo produtivo ou no ponto de lançamento.
- Revisão operacional: verificar controles de tratamento, manutenção, limpeza, dosagem, monitoramento e registros disponíveis.
- Contenção e proteção: adotar medidas preventivas compatíveis com o risco enquanto a causa é investigada, principalmente quando houver possibilidade de impacto à saúde ou ao meio ambiente.
- Acompanhamento: programar novas coletas e comparar os resultados para confirmar a efetividade das medidas adotadas.
A ação corretiva não deve ser escolhida apenas com base no valor numérico.
É necessário comparar o resultado ao requisito aplicável, avaliar a relevância do parâmetro e considerar as características do sistema avaliado.
Em situações críticas ou persistentes, a orientação de profissionais qualificados pode apoiar a definição de prioridades e de análises adicionais.
Suporte técnico e continuidade do monitoramento!
Além de coletar e analisar amostras, o Laboratório de Análise de Água e Efluentes da Lics Super Água informa oferecer orientação sobre ações corretivas, suporte técnico especializado e cronogramas programados de coletas periódicas.
O laboratório é acreditado conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 pela CGCRE/Inmetro, informação que deve ser considerada junto ao escopo aplicável ao serviço contratado e aos parâmetros avaliados.
Para obter uma avaliação personalizada, o responsável pelo sistema pode solicitar à Lics Super Água uma análise das necessidades do local, dos pontos de coleta, do histórico de resultados e dos requisitos aplicáveis.
Com essas informações, torna-se mais fácil estruturar um acompanhamento coerente, documentar as providências adotadas e avaliar a evolução da qualidade da água ou do efluente.